CAMINHOS DE PEDRA - As Tradições Italiana e Gaúcha 



Entre os municípios de Bento Gonçalves e Pinto Bandeira, o Caminhos de Pedra apresenta ao visitante um roteiro turístico com atividades e construções que relembram a história dos imigrantes italianos, com restaurantes, casarões históricos, produtos artesanais, e vinícolas. No Carnaval deste ano refiz o trajeto com parentes de Minas Gerais, que ficaram impressionados com a variedade de opções e a estrutura oferecida aos turistas.

Dada a grande quantidade de atrações que compõem todo o roteiro, normalmente não é possível fazer tudo num único passeio.  Indico programar antes as opções que mais interessam, entre artesanatos, alimentos, restaurantes, vinícolas, passeio no parques temáticos, o que tornará o passeio mais interessante. Eu mostrarei algumas atrações muito legais, mas há outras que não estarão nesta primeira matéria.


O Caminho


No início do percurso, dois restaurantes nos remetem às antigas residências italianas de pedra. Cuidadosamente restaurados, são o primeiro desafio do visitante, pois, a não ser que esteja bastante focado em continuar, você parará para almoçar em um destes dois locais irresistíveis, pelo cardápio e pela arquitetura.

Dada a grande quantidade de atrações que compõem todo o roteiro, normalmente não é possível fazer tudo num único passeio.  Indico programar antes as opções que mais interessam, entre artesanatos, alimentos, restaurantes, vinícolas, passeio no parques temáticos, o que tornará o passeio mais interessante. Eu mostrarei algumas atrações muito legais, mas há outras que não estarão nesta primeira matéria.


Fotos: Casa Angelo e Restaurante Nona Ludia




A Casa do Tomate é um mundo de guloseimas, molhos e antepastos. Lá se demonstra a versatilidade deste fruto, essencial para a culinária italiana. Acredito que mesmo os cozinheiros mais experientes encontrarão algum tipo de tempero ou preparado que não conhecia. São dezenas de opções.


A recepção ocorre na primeira casa, que abriga a estrutura de processamento dos produtos. Ali o turista recebe uma explicação detalhada da concepção do Caminhos de Pedra e do trato com o tomate.


O prédio oposto abriga o varejo, no qual os visitantes podem degustar e decidir o que levar, difícil missão, dada a variedade e qualidade. Para resolver esse dilema, turistas compram um pouco de muitas variedades. 




Ao lado da Casa do Tomate, a família Bertamoni inaugurou recentemente o Ristorante Del Pomodoro, em um antigo celeiro, um ambiente muito agradável. O proprietário Douglas Bertamoni me recebeu e me apresentou o lugar. Oferece almoço com rodízio de pratos italianos, mais uma excelente opção no Caminhos de Pedra.





A primeira vinícola do circuito é a Casa Fontanari, com belas instalações e excelente estrutura para receber o turista. A empresa possui vinhos e espumantes de qualidade variada, agradando aos enófilos que buscam vinhos mais encorpados e aos que preferem os vinhos finos mais leves. Não deixe de conferir.




A Casa da Ovelha é um convite à gastronomia, à moda e ao contato com a natureza, pois o visitante pode ver de perto os animais e as belezas do lugar. A casa central é o varejo, no qual são vendidos os diversos produtos derivados da Ovelha ou inspirados no bichinho, e ao lado, fica o parque temático, atração especial para os que tiverem com mais tempo livre.


A Casa do Artesanato e das Massas também atrai pela beleza do lugar, relembrando as moradias antigas italianas, e pelos deliciosos produtos artesanais produzidos por produtores locais. É mais um bom momento do passeio. 




A Casa de Pedra não somente nos leva de volta ao tempo, mas para os apaixonados pelo cinema, é bacana porque se sentirá como parte do filme O Quatrilho. O local é de propriedade da família Strapazzon, que produz vinhos artesains (de uvas comuns) e sucos.



Por conta da hora, não pudemos ir à Cantina Salvati e Sirena, última etapa que eu havia programado para nosso roteiro. Por isto, apresento a vinícola com as fotos de uma visita que fiz em outra ocasião. Uma construção linda, externa e internamente, com um amplo local para o recebimento de grupos para refeições e turistas para a degustação dos vinhos. O proprietário Silvério Salvati é uma atração à parte. Descendente de italiano, guarda as características dos antepassados, muito simpático, comunicativo e brincalhão (mistura as línguas italiana e portuguesa, e parece cantar ao falar).


Sabendo o tipo de vinho e espumante que me agradam, Salvati é sincero em dizer que produz vinhos mais leves, ligeiros, para consumidores iniciantes ou aqueles que não se acostumam com vinhos encorpados, com mais tanino e acidez. A ótima exceção é o Tannat 2005, um vinho de guarda, muito interessante, cor rubi ainda forte, com aromas de frutas secas e especiarias (cravo, pimenta do reino), taninos prontos, mas acidez ainda viva, mantendo o frescor e o potencial gastronômico para acompanhar carnes e massas bem temperadas. Todos os demais, inclusive o branco da variedade Peverela (bastante desconhecida do brasileiro), e o tinto Barbera Piemonte, mais famosos vinhos dele, são leves e frutados, com pouca persistência em boca.


Salvati me fez duas grandes surpresas. Abriu um Tannat para eu degustar, pois este vinho não costuma ficar no varejo para provas, e me presenteou com uma garrafa de um Peverela (sem rótulo) que ele vinifica no carvalho, um vinho estruturado, aromas complexos, boa acidez, excelente para acompanhar frutos do mar e carnes brancas. Ele não vende este Peverla, pois vinifica para um amigo que mora no Rio de Janeiro. Degustei o vinho à noite com um peixe assado e estava simplesmente fantástico.